PRIMEIRO SEGREDO

APRENDENDO COM O AMOR OU COM A DOR



Ao longo de minha vida, sempre ouvi que a cada ação corresponde uma reação. Sempre tentei levar o meu dia a dia tendo isto em mente. Talvez boazinha demais, tentei durante boa parte de minha vida não ofender, não magoar, não causar conflitos.

Passados quarenta anos de existência, me questionava se tudo o que fiz foi correto. A verdade é que percebi que, com algumas atitudes, tentando não magoar os outros, eu deixei que me magoassem.

Foi um grande baque essa tomada de consciência. Eu quis tanto respeitar aos outros que me desrespeitei, dando a outras pessoas a liberdade de me magoarem.

 

Lições repetidas e ser “vítima”

 

Há quase 10 anos, percebi que vivia me lamentando por ser sempre uma vítima, em situações que se repetiam ciclicamente. Me perguntava porque estas situações me “perseguiam”.

Foi quando ouvi, pela primeira vez, que eu permitia que estas situações ocorressem. Escutei e esqueci. Ainda não conseguia encarar esta verdade. Outras tantas vezes “desempenhei” perfeitamente o papel de vítima. Até o dia em que cansei.

 

Neste dia percebi da pior maneira: adoecendo gravemente. Apresentei uma doença autoimune, chamada Lúpus.  Meu corpo gritava aquilo que eu não queria escutar: “você permitiu que isto ocorresse”!

Como não foi pelo amor, aprendi pela dor. Durante anos e anos não me amei o suficiente para me fazer respeitar e impor limites aos que me cercavam. Quando era magoada e me calava, dava espaço para ser mais magoada; quando os abusos ocorriam, permitia que eles ocorressem, simplesmente porque eu não me amava o suficiente.

 

Confrontando-me com minha dor

 

Como foi doloroso perceber as atitudes que tinha comigo mesma! Eu estava num processo de tentar perdoar as pessoas que haviam me magoado. Tentar, ao menos, não ser mais atingida pela dor ao relembrar alguns episódios.

Cheguei à conclusão de que cada pessoa só dá ao outro o que tem dentro de si. Consegui perdoar a muitos somente analisando como tinham sido criados, como eram suas histórias de vida. Não passei a amá-los de uma hora para outra, mas parei de me sentir machucada cada vez que revia suas atitudes.

 Finalmente percebia que tinham limitações como qualquer ser humano, e agiam de acordo com suas verdades.

 

Perdoar a mim mesma

Quando me dei conta que dei espaço a todos os que me magoaram ao longo da vida, como foi difícil me perdoar. E me enxergar com limitações, então?

Tentei inventar novas rotas no passado, usando o “e se” como uma constante em meu discurso. Se eu tivesse falado tal coisa, ou agido de tal e qual maneira; e se eu pensasse por mim, e se eu acreditasse em meus sentimentos e intuições...

Foi quando escutei esta frase: “o passado não volta; o futuro ainda não chegou; a única coisa real é o presente, o agora. O que passou não pode ser lamentado; não adianta se pré-ocupar com o que está por vir; mas fazer o seu melhor no agora, é a única ação eficaz. Erros, todos cometemos; isto é vida”.

 

Parei de lamentar o passado, os atos dos outros e os meus, e fiquei mais atenta ao que ocorria a cada momento.

Em recolhimento, consegui perceber meus valores e meus defeitos. Consigo, hoje, perdoar a menina que se achava pequena demais para se defender; a adolescente que se isolava, para não se sentir ameaçada com o amor; a adulta que se anulou para viver a vida de outros, esquecendo de seus sonhos.

 

         

A mudança

Foi neste movimento que me permiti gozar de alegrias simples. Tocar meu piano quando deveria estar lavando a louça suja; ler até as duas da manhã um livro, enquanto o resto da casa dormia; escrever as histórias que ficaram bailando em minha cabeça por tantos anos.

Também me permiti estar com quem me agrada, e não com quem me ofende ou machuca. Finalmente troquei o duvidoso pelo certo.

Minhas atitudes mudaram, e  também as dos que convivem comigo. Ensino hoje a meus filhos e a quem me cerca a se respeitarem e se amarem. Com  ações mostro que ninguém tem o direito de nos machucar, nos deixar com uma opressão no peito e vontade de sumir.

Não sou perfeita, tenho meus dias de mau humor, cometo erros, mas aprendi que perdoar a si e aos outros é um exercício constante. Por isto, pedimos para que Deus perdoe as nossas ofensas assim como perdoamos aqueles que nos ofendem. Se não nos amamos, não amamos a Deus... não amamos aos outros, vivemos uma mentira.

Dez anos depois quero compartilhar as lições que aprendi pela dor, para que outras pessoas possam ser transformadas pelo amor. 




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