PRIMEIRO SEGREDO

Autoconfiança e os fracassos

Autoconfiança é uma palavra que anda na boca do povo. Mas quando pergunto, as pessoas pouco sabem o que é, ou qual suas características. E por isso queria falar exatamente sobre uma das atitudes que definem uma pessoa autoconfiante. Inspirada pelo tema que foi discutido no I Encontro da Revista Pense Mais, da qual sou colunista, quero explicar como pessoas que confiam no próprio taco lidam com fracassos.


Era uma vez uma microempresa…


Em outubro de 2014, nascia a Sassugani, uma microempresa gerida por mim e minha irmã. Como toda micro brasileira, nasceu sem plano de negócios, sem conhecimento de leis, fluxo de caixa e outras “coisinhas” fundamentais para a sobrevivência no mercado. Românticas, tínhamos nome, logo e missão. E só.

Por milagre ou competência – nunca irei saber – a micro empresa sem foco (vendíamos Ikebanas, aromatizadores e sabonetes líquidos além de artesanato) não faliu nos primeiros seis meses. Porém foi neste período que fui buscar ajuda no SEBRAE, fazendo perguntas que deveriam ter sido feitas ANTES de abrir a empresa. Foi neste período também que minha irmã achou por bem me deixar tocar a Sassugani sozinha, pois seu ritmo de trabalho não permitia me ajudar.

Pela segunda vez, tive que ajustar o rumo da empresa – ainda- sem foco. Continuei fazendo os Ikebanas, aromas e sabonetes. Mas eu tinha um sonho: queria fazer uma linha de porcelanas pintadas a mão com meus desenhos.

 

O protótipo

Com o que havia aprendido no SEBRAE, sabia que não podia arriscar tudo nesta ideia. Deveria fazer um protótipo, e experimentar vender, ver se havia aceitação e mercado. E foi o que fiz: comprei umas 20 peças de porcelana, material de pintura específico, e preparei as peças.

Coloquei as fotos na página da micro no Facebook, com os preços. Vendi umas poucas peças. Aconteceu o mesmo nos dois únicos bazares dos quais participei. Muita gente gostava, mas não havia venda.

Fiquei um pouco chateada, obviamente, mas entendi que a experiência de trabalhar com aquele “sonho” não havia dado certo. As peças viraram presentes, e no final das contas decidi que minha micro trabalha somente com os arranjos florais e identidade olfativa para empresa (com a dupla sabonete e aromatizador).

 

O sentimento que ficou

Eu poderia ter me considerado uma fracassada, ter ficado triste, mas não. Percebi que havia finalmente aprendido a testar um novo produto no mercado antes de colocá-lo a venda.

Eu achava que minhas peças não haviam vendido por estarem caras. Concluí que teria que parar mesmo, pois não poderia ter prejuízo, já que pode-se encontrar peças mais baratas e até bonitas mesmo em hipermercados. Para que alguém pagaria mais caro por uma peça de mesma utilidade?

O que eu não havia entendido é que minhas peças tinham um diferencial: elas eram utilitárias, mas eram peças únicas, eram arte. Eu errei quando imaginei meu público alvo, e este foi o motivo de não fazer vendas.

E como descobri? Ouvindo de várias pessoas que “um dia iriam comprar uma peça minha, quando pudessem.”. Indagando para algumas delas, descobri que o valor percebido das minhas porcelanas era maior do que o valor que eu cobrava! E elas não tinham tido sequer coragem de perguntar o quanto valeriam as peças!

 

Quantos erros mesmo?


Se eu fosse contabilizar somente os erros aqui cometidos na microempresa, seriam inúmeros. Mas aí vem a autoconfiança: diante de alguns fracassos – contabilidade, sociedade, falta de planejamento, falta de foco, inabilidade para perceber o nicho e o preço adequado para o produto – não desisti, não deprimi, não parei.

Levei cada fracasso como um aprendizado: ainda que mínimo, hoje sei o que quero com a Sassugani, faço contabilidade, foquei num só produto, e aprendi a entender um pouquinho sobre clientes e seus quereres.

 

Autoconfiança


Provavelmente, se eu fosse insegura, já teria fechado a Sassugani. Teria encarado os fracassos como algo imperdoável, e morreria de vergonha até de tocar no assunto. Não estaria, como hoje, tendo uma fonte extra de renda constante, ainda que modesta.

Quando se tem autoconfiança a gente aprende com os erros e de preferência faz piada para nunca mais esquecer. De quebra aproveita para tentar encurtar o caminho para os outros, como estou fazendo agora, comentando sobre meus fracassos para que alguém possa aprender com eles também.

Quem tem autoconfiança, também tem medo, mas “vai com medo mesmo”. Quando a gente se dá o direito de errar e aprender a vida torna-se mais leve e mais divertida. Espero que você que me lê também se dê este direito inalienável de todo ser humano: gostar de si mesmo, experimentar coisas novas, e aprender com os fracassos.





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