PRIMEIRO SEGREDO

Temos que falar sobre dinheiro...

O assunto é delicado. Tabu para muitos, visto como motivo da perdição do mundo e da ganância dos homens, o vil metal é polêmico, provavelmente desde o momento de sua criação. Primeiro havia o sistema de trocas entre o que era produzido. Depois instituiu-se o pagamento através de medidas de sal (sempre importante para conservar alimentos, lembra-se?) de onde vem a palavra “salário”. A evolução destes sistemas foi a produção de moedas para que as trocas pudessem acontecer fora das fronteiras dos vilarejos, cidades, países. Comércio.

Pergunto a você: é cômodo poder comprar o pão na padaria ou tomar um simples café sem ter que levar no seu lombo o que você produziu na semana? Outra pergunta: o que você produziu poderia ser trocado com o padeiro ou com o dono da cafeteria? Tenho certeza que a primeira resposta é sim, e a segunda, com quase toda certeza, é não. O que demonstra que o dinheiro é, no mínimo, algo de grande utilidade.

Se fossemos considerar somente a parte prática do dinheiro, tudo seria menos complicado. O que muitas vezes incomoda no dinheiro são as ideias e valores que vem embutidos junto com ele. Somos animais simbólicos, e tudo o que nos rodeia tem algum significado para nós. Em nossa mente isto  se reduz a símbolos. Dizem os entendidos que quando algo não tem significado para nós, na prática ele não existe no nosso universo particular.

Da mesma foram que fomos cartesianamente separados entre corpo e espírito na medicina, também o somos em nossas vidas diárias. Uma crença comum é que dinheiro não anda junto com espiritualidade. Digamos que você queira viajar até Aparecida do Norte, até a India, até a China ou até Jerusalèm, para fortalecer sua fé.  Feche os olhos e imagine-se lá! Não é maravilhoso?

Agora abra os olhos e pense como fará isto sem dinheiro. Sem empréstimo de parentes, doação de amigos, enfim, sem a prata, bufunfa, vil metal, a grana. Sua experiência espiritual acaba de ir pelos ares.

Tudo que existe e está aí é para ser usado. E para ser abençoado. Que há quem faça mal uso do dinheiro é fato. Mas há quem faça mal uso do corpo também, e da espiritualidade, dos recursos naturais. Nem por isso tudo isso precisa ser maldito de agora em diante. O que importa é como você se relaciona com cada uma destas coisas, e também com o dinheiro.

Dinheiro sempre foi um “meio” de conseguir algo. Errado é termos o dinheiro como um “fim” em si. A não ser o tio Patinhas (desculpem ser da antiga geração) e vilões de filmes, ninguém tem notas de dinheiro numa banheira para nadar nelas. Dinheiro é um “meio” para termos desde o pão na mesa, o teto sobre nossas cabeças, uma viagem pequena ou grande, um passeio, como um futuro tranquilo sem depender dos outros.

Não devemos ter vergonha de trabalhar e ter o nosso dinheiro, conforto, conquistas. Somos seres integrais, que vivemos num mundo material, e com necessidades na matéria. Se usarmos tudo corretamente, com equilíbrio, este meio denominado “dinheiro” servirá para desenvolvermos nosso plano intelectual, espiritual, conhecimento, afetos, amizades.

Não pensem que sou mestra no assunto. Tenho aprendido no último ano a respeito, pois também tinha vários simbolismos negativos junto à palavra dinheiro. Da mesma forma, há alguns anos atrás também tinha medo de ter “sucesso”. Tive que trabalhar todos estes valores para começar a ser uma pessoa realizada.

Uma situação recente que me trouxe todos estes simbolismos à tona foi a declaração de Imposto de Renda. Ninguém quer declarar, ou acha injusto ter que pagar. Temos uma carga tributária alta, realmente, para um retorno pífio em saúde e educação – para dizer o mínimo – por parte do governo.

Mas se nos atermos à função do Imposto de Renda, veja que beleza: vice só paga porque já tem um nível financeiro acima de “x”. Então agradeça por ter este ganho. Ele vai ser taxado? Sim. Mas em qualquer país do mundo é assim.  Todo ano ficamos pensando: “ano que vem eu não quero pagar tanto imposto”. Eu sei porque já pensei isto. Juro.

Na verdade, o que você está dizendo para seu inconsciente é: “no ano que vem quero estar igual estou agora. Não quero crescer financeiramente/ patrimonialmente. Não quero um emprego com melhor remuneração. Não quero ter aquela sacada que vai fazer um investidor anjo olhar para meu projeto. Quero continuar pequeno.”

Doeu a consciência? O bolso? Vieram lágrimas aos olhos? Pois é. Da próxima vez que olhar sua carteira, mande um beijo para suas notinhas lá dentro. Faça um cofrinho escrito “gosto de você” para seus centavos. Entenda que as taxas que você paga são resultado de você ter bens, condições, e agradeça por cada um deles.

Sabe aquele ditado que diz: “Deus dá nozes a quem não tem dentes”?

Este ditado fala exatamente das pessoas que tem tudo e não dão valor, não usam bem. Dinheiro, prosperidade, sucesso, são as nozes, e se você não tiver os dentes para comê-las, deus vai dá-las a quem os tenha.

Portanto, de hoje em diante, vigie seus pensamentos. Tenha consciência das bobagens que andou repetindo por todos estes anos – como eu fiz- e reformule frases, ações, comportamento. E repita, enfim, como eu: “Deus, dai-me as nozes, porque eu tenho dentes!”




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