PRIMEIRO SEGREDO

Por que ele tinha que fazer isso com ela, por que? (Segunda Parte)

(Primeira Parte do texto na nossa Página do Facebook: www.facebook.com/primeirosegredo )


“-Mas não vai mesmo! E ponto! Aonde se viu, filho meu virar jogador de futebol? Não foi para isto que eu e teu pai trabalhamos duro, virando plantão, pagando escola particular”!

- “caramba, mãe, deixa de ser ultrapassada! Tem jogador de futebol que é médico como a senhora, poxa! E o técnico falou que é minha chance, que eu jogo muito, que tinha até ‘olheiro’ no último jogo e foi lá trocar umas ideias com ele. Você não vai embaçar, né”?

“- Mas, Dudu, você ainda é muito criança para morar fora. Imagina, te deixar sozinho em São Paulo, aquela cidade maluca, e morar num Centro de Treinamento! Você não sabe nem se cuidar direito”.

- “eu não sou nenhum bebê, mãe, para de me chamar de criança. Isto me irrita! Eu tô com 16 anos, e tenho muito amigo que não tem nem mãe, e sobrevive. Por que eu não posso morar fora, e fazer o que eu gosto? Eu tenho talento, eu nasci pra isso”!

“- Olha, não quero mais falar disso. Você não vai ser jogador de futebol, nem sair de casa agora. E cansei dessa conversa, me deu dor de cabeça”.

Cibele estava até zonza. Como iria atender alguém hoje? Parecia que tinham tirado seu chão!

O que faço agora? – ela pensava-  Meu filho, morando fora, com 16 anos? E quem vai cuidar dele? Da alimentação dele, ver se está agasalhado, ou andando de pé descalço, cobrir quando jogar o cobertor longe?

Logo agora, que ajeitei minha vida, não preciso mais dar aqueles plantões exaustivos, e consigo ter uma rotina de gente, indo só ao consultório, só para poder curtir meu filho? E como não é uma criança, se eu que levo e busco este moleque em tudo quanto é lugar! E ainda pensar que vai morar em São Paulo, se não anda sozinho nem aqui no interior?

E para ser jogador de futebol... veja se tem cabimento! Pensei que ele ia falar do cursinho, vestibular, carreira, e ele me fala de ser esportista? Não mesmo! Não consigo nem me imaginar sem meu filho aqui!

Cibele até tentou atender naquele dia, mas acabou desmarcando os pacientes da tarde. Uma enxaqueca que não passava, e aquele aperto no meio do peito, como se seu filho já estivesse longe! Ele estava decidido, ela sabia, e a conversa iria continuar no jantar.

Em casa, foi direto para o quarto de Dudu, vazio – afinal ele estava no colégio. Sentou-se na cama, abraçou o travesseiro de seu menino, enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto. O estômago revirou, e teve que correr para o banheiro, com náuseas.

Por que ele tinha que fazer isso com ela, por que?




Como mães, sabemos que esta poderia ser bem a nossa história! Nossas noites sem dormir, períodos de trabalho puxados, tudo pensando no futuro deles.

E de repente, puf! Eles já passaram do nosso tamanho, cresceram e querem bater asas.

Aonde foi que eles deixaram de ser  nossas crianças e tornaram-se estes

jovens adultos, dizendo e exigindo o que querem ser e fazer, aonde querem ir, em que cidade

vão morar?

E a outra pergunta que não quer calar: o que fazer quando estes filhos saem de casa, levando

com eles nossas horas de dedicação, nossos horários predeterminados para cuidar deles, e a

alegria de vê-los acordar e ir dormir sob o nosso teto e nosso olhar?

O que vai nos preencher, mais do que o amor que sentimos por eles?

Você sabe responder a esta pergunta?

Continue a ler a esta história!

Cibele passou mal até a noite. Quando o Dudu e o marido chegaram, ela estava largada na cama, na penumbra, sentindo-se muito mal. Dudu não teve piedade:

- aí, mãe, você não ficou assim por causa do nosso papo, né?

O pai cortou o filho, perguntando:

- que papo, senhor Eduardo?

Dudu contou ao pai sobre a conversa com o treinador, e a proposta tentadora, de morar em São Paulo, no Centro de Treinamento do clube.

-nossa, filho! que máximo! você não achou, Cibele? - o marido olhou para a mulher, e ela estava com cara de quem chupou limão azedo. - hum, acho que tua mãe não achou, não…

- vocês dois são engraçados, só podia ser homem mesmo! eu lá criei filho para ser Ronaldinho, Ronaldão ou Neymar? para sair de casa assim, sem rumo?

Dudu não se aguentou:

- ó, mãe, eu tenho rumo sim. eu sei o que quero. E a senhora, hem? vai ter que me ver debaixo da tua saia a vida toda para ser feliz? Põ, mãe, vê se acha outra coisa pra ser feliz!

Não deu tempo nem de brigar. Dudu entrou no quarto e se trancou. Cibele percebeu o olhar do marido e perguntou:

-O que foi? vai me dizer que ele está certo?

- bom, já que você me perguntou, vou sim…

- Poxa vida, até você?!?

O marido sentou-se na cama e a abraçou. Ela começou a chorar, e ele falou:

-sabe, lá no hospital estou tendo contato com alguns colegas mais jovens, e eles tem trazido novidades lá no ambulatório de Cardiologia. Acho que você podia tentar.

Olhou para a esposa, que voltou-se para ele, e continuou:

-estão trabalhando em conjunto com outras terapeutas, com grupos de pacientes. Muitas mulheres que vão para nosso setor estão precisando mais de orientação para voltarem a fazer o que as deixa felizes, e menos de remédios. Lá no grupo elas tem este tipo de reflexão, e fazem uns exercícios de meditação, relaxamento. Temos uma resposta bem favorável, sabia?

-Você acha que eu deveria fazer algo assim? Que eu preciso mesmo encontrar algo para ser feliz? Eu achava que era feliz...

-Acho sim, meu bem. Você tem que descobrir algo dentro de você que te complete. Filho é para o mundo, e se o talento do nosso é para o esporte, vamos deixá-lo ser feliz também.  


****

Uma semana para o Natal! Cibele e o marido esperam Dudu chegar no próximo ônibus, na pequena rodoviária da cidade.

-E aí, querida? Ansiosa pela chegada do teu “menino”?

- engraçadinho! estou feliz com a chegada do meu filho sim! E ele já te contou  que foi convocado para substituir um jogador titular de um time da primeira divisão?

-caramba! e ele não me contou?

-opa! nem eu te contei! faça cara de espanto quando ele te contar! estou tão animada!

- Sabe de uma coisa, dona Cibele? Estou gostando de ver tuas mudanças! vibrando com seu Neymarzinho!

- vocês estavam certos… eu precisava me redescobrir. Depois que segui o conselho dos dois, e comecei a me cuidar, me buscar, meditar, eu entendi como estava sendo egoísta com o Dudu. E talvez até com você…

- Você agora está se amando, e é isto que te preenche, querida.- ele aponta o ônibus -olhe! o Dudu está chegando!


****

O que nos preenche - e transborda - é o amor que voltamos a sentir por nós mesmas!

Eu sei disto como ninguém, pois passei por processo semelhante ao desta história, com minha própria filha. Eu me preparei para soltá-la no mundo, sem sofrer com isto. Acabei ajudando meu marido e meu caçula também!

Existe uma forma de mudar a forma de pensar e sentir.

Se quiser saber mais sobre como fiz isto, clique aqui.









Curso Ler, Meditar e se Amar
Contém o e-book com exercícios "5 Passos para ser Feliz -superando a Síndrome do Ninho Vazio e outras crises da meia idade" + 7 audios de meditação + 3 bônus!

Talvez você se interesse em ler:

Estar verdadeiramente apaixonada
Estou apaixonada novamente. É fato. Percebi pois não conseguia fazer nada prático, não tin...
APRENDENDO COM O AMOR OU COM A DOR
Ao longo de minha vida, sempre ouvi que a cada ação corresponde uma reação. Sempr...
Autoconfiança e o medo
Será que a autoconfiança e o medo podem andar juntos? Quando pensamos que alguém tem medo,...
Não se contente com o que um Mestre fala
Sempre em frente. Sempre para o alto. Não se contente com o que um Mestre falar de ti...
Nada, nem ninguém, podem tirar de você a vontade de viver
Leia as frases abaixo. Responda para mim, para cada frase: quem ou o que é o causador da v...
PRIMEIRO SEGREDO
Endereço: São Paulo / SP
Telefone: 11- 98175-3478
© 2017 | Todos os Direitos Reservados.
Desenvolvido e Hospedado por Programa Afiliado Sussa

Termos de Uso


Politica de Privacidade


FAQ WebMail Administrativo