PRIMEIRO SEGREDO

Nada, nem ninguém, podem tirar de você a vontade de viver


Leia as frases abaixo. Responda para mim, para cada frase: quem ou o que é o causador da vontade de “sumir do mapa”, em cada um dos casos?


  1. “Meus filhos agora já estão formados. Fiz tanto esforço para que cada um tivesse faculdade, porque eu e o pai deles não tivemos! Mas agora ficamos só nós dois nesta casa grande. Eu não tenho vontade nem de cozinhar, coitado do meu velho! Parece que a alegria foi embora junto com as crianças”.

  2. “Meu casamento estava péssimo. Não nos falávamos, não tinha transa, nem mais projetos juntos. Eu achei que casamento era para sempre, não queria me separar. Um dia ele pegou a mala, falou que ia para um hotel, e depois conversaríamos com nossos filhos, que fazem faculdade no interior. Ele disse que eu não sabia mais olhar para ele, mesmo depois que nossos filhos cresceram”.

  3. “Minha mãe morreu. Eu não sorrio desde então, já fazem anos. A vida ficou amarga. Saudades eternas, e estou sem rumo até hoje. Não vejo a hora de encontrá-la, esta vida não faz sentido.

Nem sei quantas vezes já escutei relatos como este, em tantos anos como terapeuta! Sindrome do Ninho Vazio, depressão, falta de sentido na vida... quando estes casos passam por mim, vejo a questão com delicadeza, mas já não busco compêndios médicos para tratá-los. Todos eles, com suas centenas de nuances e vozes próprias, tem somente um fundo, um motivo comum.

E é deste motivo que quero falar.


“O meu mundo caiu”

Releia as frases acima. Vou listar aqui abaixo os causadores de infelicidade de cada caso:

  1. Saída dos filhos de casa

  2. Saída do marido de casa

  3. Falecimento da mãe


Se reparar nesta lista, todos os casos mostram a causa da infelicidade fora de si mesmos. Fatores externos, pessoas, acontecimentos. Todos afetando em maior ou menor grau a felicidade destas pessoas.

Gosto da frase da sabedoria popular, que diz: “quando apontamos um dedo para uma pessoa, outros quatro estão apontando para nós mesmos”. Ela mostra que quando colocamos a culpa no outro ou em alguma coisa, “apontando o dedo”, estamos esquecendo de um elemento importante em todos os acontecimentos: nós mesmos.


“Deus deu a vida, para que cada um cuide da sua”

Esta é outra frase que adoro. A sabedoria popular se esmera em mostrar o que realmente importa. Mas não percebemos. Cada um tem sua vida, e é responsável por ela. Na prática, significa que nada deveria ser maior ou mais importante que a nossa vida.

Isto soa um tanto egoísta, mas não é. Se não cuidarmos de nós mesmos, outros não o farão. Ao menos, não para sempre. Contamos com familiares e amigos por algum tempo, mas até eles mesmos cansam, se tivermos problemas eternos. Cada um acaba indo viver sua própria vida, e dará um telefonema educado de vez em quando, para não ouvir as reclamações recorrentes.

Também pode parecer egoísta da parte deles, mas eu acho uma atitude saudável. Afinal, se todos tentaram te ajudar, e você continua mal, isto só demonstra uma coisa: ninguém pode fazer nada.

Só você tem a força para melhorar suas condições!

Mas não nos ensinam isso na escola, nem em casa, ou nas igrejas. Aprendemos que devemos ajudar os outros, nos sacrificar pelos outros, sermos educados e aguentar os outros. Não nos ensinam a ter autonomia emocional em nossas vidas.

Do que ou de quem sua vida depende?

Esta é a pergunta que você deve fazer, se estiver mal. Depende do seu emprego? Do companheiro? Do filho? De seu animal de estimação? De seus pais? Amigos? De seu chefe?

Não sei quanto a você, mas a minha vida depende do que eu faço com ela. Começa com perceber meu corpo, e o que faço com ele. Continua ao perceber de quem eu me cerco, com quem convivo, o que estas pessoas trazem de bom para minha vida. Segue na minha escolha do que faço de minha vida, se faço só o que preciso, ou tenho espaço para o que gosto.

Você pode retrucar que o emprego, escola, faculdade, companheiro, filho, cachorro, pais, amigos, chefe fazem parte de sua vida. E concordo. Fazem parte. Mas não são sua vida!

Não podemos delegar a outras pessoas ou situações a responsabilidade por nossa felicidade. Não podemos deixar que qualquer pessoa ou acontecimento tenha mais poder sobre nossa vida do que nós mesmos.


Fugir da realidade não adianta

Quando alguém expressa sua vontade de morrer, sumir do mapa, dormir para sempre, está com dificuldades enormes de enfrentar uma situação. E não vou dizer que são situações simples, mesmo. Não conviver mais diariamente com os filhos, perder alguém querido, passar por stress extremo, terminar um relacionamento, para falar só alguns casos, precisam de muita estrutura para serem superados.

E qual é a estrutura que nos faz “segurar esta barra”?

Amar a si mesmo, eis a resposta. Respeitar-se.

Quando colocamos nossa felicidade e prazer de viver na mão dos outros, ou a depender de condições externas, nos frustramos. Adoecemos. Queremos sumir, não é? Mas pense bem: você consegue controlar o mundo? Ou consegue controlar o que as pessoas sentem ou fazem? Sinceramente, não.

Se você se perguntar: O que eu quero? Do que eu gosto? O que eu posso fazer de diferente? Como eu posso viver diferente após a partida de alguém? Aí, você estará no controle.

E quando você estiver no controle, garanto, entenderá que nada, nem ninguém, podem tirar de você a vontade de viver.

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